Resumindo: a coluna “deixe a Internet morrer” da WIRED enumera os problemas familiares do ambiente online: publicidade agressiva, vigilância, debates artificialmente acalorados, uma enxurrada de material de baixa qualidade e a dependência das pessoas de grandes plataformas. O autor propõe parar de dar atenção às plataformas que ganham dinheiro com esse comportamento e voltar às pequenas comunidades independentes. Esta é uma opinião jornalística e não uma mensagem sobre um próximo encerramento da rede.
Porque é que o slogan é demasiado amplo: A Internet inclui comunicações, sites independentes, bibliotecas, mapas, recursos educativos e serviços de trabalho. Os problemas com um modelo de plataforma comercial não inutilizam toda a infra-estrutura. A própria coluna contém exemplos de cantos animados da rede, incluindo pequenos espaços criativos. Isto significa que a verdadeira proposta do autor tem mais a ver com a escolha dos locais onde as pessoas passam o tempo e com a redução do poder dos grandes intermediários. A manchete confunde esta distinção e faz parecer que a única solução é destruir totalmente a Internet. Dito isto, as reclamações sobre recomendações intrusivas e perda de privacidade merecem atenção. Você precisa verificar mecanismos específicos: configurações de coleta de dados, regras de recomendação, capacidade de mudar para outro serviço e segurança dos links. O apelo para “matar a Internet” não é prova de que toda a rede está perdida; é uma forma emocional de iniciar uma conversa sobre o dispositivo dela.